Devo estar com “defeito”. A décima edição do FIT (Festival Internacional de Teatro) de Rio Preto – quarta consecutiva em que trabalho – chega ao fim e eu prefiro falar de política do que de arte.
Explico. Até agora, vergonhosamente, só consegui assistir por completo a um espetáculo – “Antes”, da Armazém Companhia de Teatro, do Rio. Foi bom. Tinha bela construção textual. Não enxerguei direito algumas cenas pelo lugar onde me sentei. E só. Não mexeu comigo como deveria.
A culpa não é do festival. Conversei com diretores e atores, como de praxe, mas não voltei ao teatro por falta de tempo. A burocracia me engoliu sem dó e eu nem me mexi.
Hoje, mais uma vez livre depois do início das sessões, liguei a TV e vi Marina Silva ser sabatinada no programa “3 a 1″, da TV Brasil. Não consegui trocar de canal. Se já tinha simpatia por ela, só tive certeza de minhas convicções. Ao falar de mantenedores de utopias, a senadora mexeu comigo como não fez aquela linda peça.
Não vou repetir aqui o discurso de campanha, que pode ser visto nas mídias sociais, nos jornalões ou no site oficial da candidata à presidência da República (www.minhamarina.org.br). Mas deixo o apelo para que se inteirem sobre suas propostas e sua biografia antes de darem as eleições por vencidas.
Estou farta dos discursos de Lula pró-Dilma e dos dossiês tucanos. Hoje, um fiozinho de esperança se acendeu em mim. Começo a acreditar que estava enganada sobre minha visão eleitoral. Se as manifestações na internet puseram Barack Obama na Casa Branca podemos ao menos levar Marina Silva ao segundo turno.
Nunca fui defensora partidária, nem protegi qualquer político publicamente. Mas desejo sinceramente que as Casas de Marina se espalhem e que o Twitter, o Orkut e o Facebook sejam portas para um caminho diferente para o Brasil. Estou menos mansa. Mais decidida. E espero que essa luta não seja em vão. Façamos a nossa parte.
